25 de abr. de 2013

A hora do medo!!!

Sei que faz muito tempo que não posto nada por aqui, mas hoje estava pensando em meu filho e lembrei-me de uma historia que hoje fui me dar conta do quanto me marcou...

Ele era pequeno, devia ter uns dois anos e fomos ao sitio da mãe da esposa do meu irmão, a Viviane e lá fomos passear na marina, quando chegamos lá como toda marina tem vários barcos guardados e para movimenta-los tem um trator e o Benicio é louco por tratores, ele não pode ver um que já quer ficar perto e subir nele, pegar no volante e curtir mesmo o trator e na marina tinha um, mas o estava desligado e quando funciona o barulho é alto e ele até então só tinha visto de longe.

Estávamos na entrada do restaurante quando o Benicio me pediu para subir a rampa para ver o trator e eu deixei e fiquei no pé da rampa para vê-lo o que estava fazendo e quando eu viro de costas eu escuto o barulho de ligar o trator e logo depois escuto ele gritando, pai, pai... Quando olho para cima da rampa o vejo correndo e gritando por mim, ele vinha correndo como um adulto e sem perder os passos ele desceu a rampa correndo, eu sem pensar sai ao encontro dele até eu conseguir pega-lo no colo. Claro nessas horas nos sentimos como HEROIS!!! Mas depois fiquei pensando... Graças a Deus ele conseguiu manter os passos e chegar até mim, porque fico pensando e é exatamente por esse fato que me marcou, porque se ele tropeça e cai, a rampa era muito íngreme e de concreto, imagina o ralado que seria? Como ele se machucaria se caísse...

Realmente esse foi um fato que me marcou por dois lados, o de pai mesmo, quando ele voa até meus braços e se agarra no meu colo e o outro quando ele é protegido por Deus que não o deixou cair, porque não seria qualquer adulto que conseguiria fazer o que ele fez, quem dirá uma criança de dois anos!

Momentos que só Deus nos permite passar para nós entendermos como é ser pai e porque somos escolhidos a ser pai. Eu nunca vou esquecer-me de como ele me olhou naquele momento, nunca vou esquecer-me de como o coraçãozinho dele batia contra meu peito e de como ele me abraçou, o quão assustado estava, mas como toda criança logo passou e rapidamente ele já estava no chão querendo ver o trator de perto. O momento foi curto, rápido, mas ficou e ficara guardado para sempre em minha memoria e principalmente pela lição que aprendi.

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