Mas eu acredito que nossas frustrações mal entendidas começam por esse caminho e vão seguindo outros caminhos, mas também pudera... Imaginei uma criança quando quer alguma coisa e recebe um "não" como resposta e se comportar assim, sim tudo bem, não vou querer mais isso. Isso não é criança e qualquer outra coisa que não seja criança.
Agora o que mais me intriga é o crescimento dessa criança, como ela vai lidando com a frustração, como isso vai sendo digerido pela pessoa ao longo de seu crescimento, porque se formos colocarmos nós como exemplo, alguém se lembra de como lidou com uma situação de frustração, e lembra quando foi que entendeu e aceitou tudo aquilo sem reclamar ou questionar? Fácil é quando colocamos a situação em outra pessoa, experimente colocar em você. Você sabe dizer quando as coisas acabam? Sabe quando chegou ao fim? No linguajar popular é quando as coisas dão certo, mas será que sempre da certo para poder acabar? O que será a evolução da palavra “não” em sua vida? Pode ser que evoluiu tanto assim e ninguém perceba, mas leva como aquele peso de todos os dias e vai digerindo aos poucos sem doer.
Não podemos como pais saber, ou proteger nossos filhos de tudo. Vai ter coisas que estarão dentro da cabeça deles e não poderemos chegar nem perto porque nem sabemos que estão lá, eles vão ter que passar por isso sozinhos, aprender com isso sozinhos e nem todas as experiências serão compartilhadas com os pais. Somos tudo para eles e ao mesmo tempo ficamos de canto sem saber e às vezes sem precisar.
Somo eternas crianças aprendendo sobre o mundo e suas coisas, sobre a vida e suas armadilhas e sem deixar de cair e levantar vamos caminhando por caminhos desconhecidos e sem saber chegamos ao final.
Como dizia Cazuza "Felizes são os ignorantes"
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